O vice-prefeito de Catende, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, Rinaldo Barros (PV), está entre os alvos da Operação Sangria, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco nesta terça-feira (25). A ação investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos relacionados à prestação de serviços de saúde.
A operação é conduzida pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (2ª DECCOR) e teve as investigações iniciadas em maio deste ano. Segundo a Polícia Civil, o objetivo é identificar e desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes como peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, as suspeitas estão relacionadas a um Termo de Cooperação firmado entre o município de Condado, na Zona da Mata Norte, e o Instituto Reviver Brasil (IRB) para a prestação de serviços na área da saúde.
As investigações apontam que, entre 2022 e 2024, teriam sido identificadas irregularidades no recebimento de recursos repassados ao IRB. Segundo a polícia, parte dos valores teria sido recebida sem a comprovação de que os serviços correspondentes foram efetivamente realizados.
Para os investigadores, os elementos reunidos até o momento podem indicar a ocorrência de peculato e corrupção passiva.
Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar em endereços localizados em Condado. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Única da Comarca de Condado.
Os mandados foram cumpridos em endereços residenciais e comerciais ligados aos investigados. Durante as buscas, os policiais apreenderam documentos e objetos considerados de interesse para a investigação, incluindo relógios e outros itens de marcas de luxo.
Também foram determinadas medidas de bloqueio de ativos financeiros dos investigados.
Além das supostas irregularidades nos repasses, a investigação identificou, segundo a Polícia Civil, movimentações financeiras consideradas atípicas e que apresentariam características compatíveis com lavagem de dinheiro.
A apuração também busca esclarecer suspeitas de que recursos e a própria estrutura do Instituto Reviver Brasil teriam sido utilizados para a promoção de agentes públicos.
A operação contou com a participação da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL) e teve apoio do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM).
As investigações continuam para esclarecer a origem e o destino dos recursos e identificar a eventual participação de outras pessoas no esquema.
Até o momento, as suspeitas investigadas pela Polícia Civil não representam condenação ou comprovação definitiva de responsabilidade criminal dos alvos. O caso segue sob investigação e deverá ser analisado pela Justiça.

