Presente na maioria dos lares e estabelecimentos comerciais, o gás de cozinha, conhecido tecnicamente como GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), exige cuidados específicos para garantir a segurança e evitar acidentes. Especialistas alertam que as boas práticas começam ainda no processo de fabricação e devem ser mantidas durante todo o manuseio do produto no cotidiano da população.
O GLP é uma mistura de hidrocarbonetos gasosos que, sob pressão, se transformam em líquido. Naturalmente, o gás é inodoro. O cheiro característico percebido pelas pessoas ocorre devido à adição de um composto químico chamado mercaptano, incluído em pequenas quantidades conforme determinações da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Esse aditivo tem a função de alertar sobre possíveis vazamentos, permitindo uma resposta rápida para prevenir acidentes.
Ao sentir cheiro de gás, a recomendação é não acionar interruptores, não ligar aparelhos elétricos e evitar o uso do celular no ambiente, já que uma simples faísca pode provocar explosões ou incêndios. Também é fundamental manter portas e janelas abertas para ventilar o local.
A prevenção passa, ainda, por inspeções regulares. No momento da compra do botijão, é necessário verificar se o recipiente não apresenta sinais de violação, perfurações ou amassados. Durante a instalação, o botijão deve ser mantido sempre na posição vertical, em local aberto e bem ventilado.
O chefe da Divisão de Resposta a Desastres, major do Corpo de Bombeiros Iuri Givago, reforça a importância do uso de equipamentos adequados. “É fundamental utilizar apenas mangueira e regulador de pressão com selo do Inmetro, respeitando o prazo de validade de cinco anos. Componentes vencidos representam um risco inaceitável”, orientou.
Para identificar possíveis vazamentos, a orientação é simples: utilizar uma esponja com água e detergente e passar próximo à válvula do gás. Caso se formem bolhas na espuma, há vazamento. Segundo o major, a maioria dos incidentes pode ser evitada com inspeções periódicas, peças certificadas e manuseio correto do botijão.
Em situações de emergência, a população deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo número 193, evitando qualquer tentativa de reparo improvisado.

