O encerramento das atividades da unidade bancária do Bradesco em Chã Grande, previsto para o dia 23 de janeiro de 2026, tem gerado preocupação e críticas por parte da população. A informação foi divulgada por meio de comunicado fixado na própria unidade, informando que o banco deixará de operar com atendimento presencial no município.
Embora o Bradesco afirme que continuará presente na cidade por meio da Rede de Correspondentes Bradesco Expresso, a decisão é vista como um prejuízo significativo para Chã Grande, especialmente diante da grande quantidade de aposentados e pensionistas que utilizam a agência para resolver questões bancárias, realizar saques, receber benefícios e buscar atendimento presencial.
Para muitos desses usuários, o atendimento direto em agência ainda é indispensável, seja pela dificuldade no uso de aplicativos bancários, seja pela necessidade de suporte humano para resolver pendências mais complexas. Com o fechamento, esses clientes terão de se deslocar para outros municípios, o que representa mais custos, dificuldades de locomoção e perda de autonomia, sobretudo para a população idosa.
No comunicado, o banco lista como alternativas de atendimento em Chã Grande os seguintes correspondentes bancários: Farmácia Barata do Trabalhador, Farmácia Prudente, Sr. Joel, Papelaria Colorir e Farmácia São José. Nesses locais, segundo o Bradesco, é possível realizar serviços como abertura de contas, solicitação de cartão de crédito, empréstimos, pagamentos, saques, depósitos e transferências. Ainda assim, muitos serviços mais complexos continuam dependendo de uma agência bancária tradicional.
Para esses casos, os clientes estão sendo orientados a procurar a Agência Bradesco nº 0283, situada na Avenida Agamenon Magalhães, no bairro Prado, em Gravatá, município vizinho, o que reforça as críticas quanto ao impacto negativo para a cidade.
O fechamento da unidade de Chã Grande segue um processo já adotado pelo Bradesco em outras cidades da região, como Amaraji e Cortês, onde as agências também foram desativadas, concentrando o atendimento presencial em municípios maiores. Essa política tem sido alvo de questionamentos por reduzir a presença bancária em cidades de menor porte e transferir o ônus do deslocamento para os clientes.
A decisão reacende o debate sobre o papel social das instituições financeiras em municípios do interior, especialmente em locais com forte presença de aposentados, trabalhadores rurais e pessoas com menor acesso à tecnologia digital.

