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JORNALISTA CLARA ANGÉLICA LANÇA EM AMARAJI SEU LIVRO INFANTIL “A PALAVRA DA BOCA PRA FORA”

Escrito pela jornalista, cineasta e realizadora Clara Angélica e pelo ilustrador e professor Rodrigo Fischer, o livro infantil “A palavra da boca pra fora” foi lançado na tarde deste sábado (26), dentro do estande da editora Cepe, na I Feira Literária de Amaraji (Flimar), evento que abre o Circuito Cepe de Cultura 2022.

Terceiro livro infantil de Clara Angélica, “A palavra da boca pra fora” chega depois de um intervalo de uma década entre a criação e o lançamento. “Reconectei-me com o texto alguns anos depois, fiz algumas revisões e deixei quieto. Em um dos encontros com Rodrigo Fischer, apresentei o texto e ele gostou do que leu. Nesse período, meu neto, Benjamin, estava pra nascer. Foi o que precisava para retomar o projeto”, assegura Clara.

Como em uma grande brincadeira, o livro é um convite à imaginação da criançada, que estimulada a entrar em contato com o universo multidimensional da leitura e do falar são apresentadas às palavras e sua diversidade. Como aquelas que apesar de idênticas possuem sentidos diferentes; as que carregam em si flores, frutas, animais e árvores; as enigmáticas palavras-pessoas e até mesmo as que podem ser lidas vice-versa. “A palavra sempre foi companhia de uma vida inteira, principalmente a escrita. E é prazeroso buscar essa aproximação com as crianças; participar desse Universo tão peculiar. Quando escrevo para elas me sinto no meio dessa brincadeira, que tanto especula sobre o mundo. Participar de alguma forma da compreensão do mundo que as rodeia, onde através das brincadeiras, dos questionamentos, das descobertas, constroem seu entendimento sobre suas vidas”, assegura a autora.

Para Rodrigo Fischer, que assina pela primeira vez um livro com a amiga Clara Angélica, ilustrar o texto foi uma experiência desafiadora e prazerosa. “O texto, bastante poético, ocupa um lugar híbrido entre um poema e uma espécie de narrativa. Espero que os leitores se divirtam com as possibilidades de palavras e caminhos que abrimos”, diz ele.

Entre os muitos recursos adotados, o livro traz como elemento da história a ser contada uma enorme língua que perpassando as 36 páginas, faz o papel de “estrada” para que as palavras ganhem formas e sentidos. “Antes da versão final, mais gráfica e de fácil leitura, criei duas propostas: a primeira voltada para elementos da natureza e a segunda, com as palavras/texto ocupando prédios de uma cidade. Por fim, pensei numa versão em que eu pudesse trabalhar imagens que se ligassem diretamente ao texto e, ao mesmo tempo, conduzissem o leitor a uma narrativa paralela. Nessa outra camada de texto, ainda caberiam intertextos que gosto de usar em minhas ilustrações: como referências ao cinema, música, artes plásticas. Assim nasceram as imagens de A palavra que sai da boca”, assegura Rodrigo Fischer.

Do Blog Agora PE

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