SEM EVENTOS, PRODUTORES DE FLORES EM GRAVATÁ ACUMULAM PREJUÍZOS QUE PODEM CHEGAR ATÉ R$ 1 MILHÃO

A crise por conta da pandemia da Covid-19 afetou todos os setores da economia brasileira e com os produtores de flores não foi diferente. Em Gravatá, no Agreste de Pernambuco, cidade referência nesse tipo de empreendimento, as empresas especializadas no ramo de flores de corte – aquelas utilizadas para decoração de festas – precisaram mudar o foco do negócio e contornar a queda de receita.

Antes com grandes plantações e variedades de espécie e cores, algumas fazendas deram espaço ao cultivo de feijão e pimenta, por exemplo. Em entrevista à TV Asa Branca, o empresário Mário Flores, que está no ramo há 15 anos, disse que demitiu todos os 20 funcionários da produção e parou de cultivar. O prejuízo com a pandemia já está perto de R$ 1 milhão.

“Tivemos que nos adaptar e migrar para a cultura da planta e do vaso por conta da baixa nas vendas da flor de corte”, disse.

O produtor Lourenço Zarzar também está enfrentando uma crise severa e precisou diminuir a equipe que trabalha diretamente na plantação e colheita das flores.

“Na parte de produção, onde eu tinha uma quantidade de plantação maior, cortei 40% e tive que tirar quatro funcionários. Quem procura flores agora deve estar percebendo que estão bem mais caras que no ano passado”, explicou Lourenço.

Além da queda natural na procura pelas flores de corte, a alta no preço dos insumos dificulta ainda mais a sobrevivência no ramo. Por exemplo, os produtores informaram que antes compravam o saco do adubo por R$ 40, mas hoje o valor subiu para cerca de R$ 90.

O que diz o poder público?

 

Através do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural, a Prefeitura de Gravatá descartou qualquer tipo de auxílio financeiro para os empresários do ramo de flores de corte.

“Eu não trabalharia com a possibilidade de auxílio, nós trabalharíamos com a possibilidade de darmos um incremento na malha de estradas e trazermos aqui uma questão tecnológica, onde pessoas capacitadas poderiam dar um suporte a esses produtores”, disse o secretário.

Do G1 

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