DENÚNCIA: FAMÍLIA AMARAJIENSE DENUNCIA FURTO DE CELULAR DE PACIENTE NO HOSPITAL ALFA EM RECIFE

Além da dor de perder um ente querido, a família do paciente amarajiense João Alexandre da Silva Neto, que estava internado no Hospital Alfa, em Boa Viagem no Recife, trava uma busca que agora está na polícia, para que possa encontrar o celular furtado do paciente dentro do hospital. 

Segundo boletim de ocorrência registrado do caso, João Alexandre deu entrada no Hospital Alfa, na  segunda-feira, dia 04 de maio por volta das 22h, transferido do Hospital Alice Batista de Amaraji com suspeita de covid-19.

Segundo familiares e testemunhas, o paciente portando o celular foi recebido por uma fisioterapeuta dentro da unidade do Hospital Alfa e informado que seria conduzido para a UTI. Momento que uma técnica de enfermagem de Amaraji que o acompanhou observou que o paciente estava com o celular e pediu para devolver a família, mas a fisioterapeuta, de identidade ainda desconhecida, teria insistido em ficar com o aparelho para que o paciente fosse se comunicando com a família a medida que melhorasse, e logo teria colocado no bolso, ainda pedindo depois o carregador do aparelho.

O quadro de João Alexandre foi se agravando e o mesmo veio a óbito na quarta-feira, dia 06, por volta das 18h. Na quinta-feira, a irmã e o tio do falecido foram para a liberação do corpo e recolhimento dos pertences pessoais. O corpo foi liberado, mas o celular, que era o único objeto pessoal que o paciente tinha, não foi encontrado.

A família tentou contato com o hospital através do setor de assistência social, porém foram informados que não sabiam nada sobre o objeto, um celular modelo xiaomi redmi note 7 azul.

A redação do AN, entrou em contato esta semana com o Hospital Alfa, sendo atendidos pela profissional Daniele Dourado que garantiu abrir um procedimento administrativo do caso e investigar, ficando de emitir uma nota da instituição para o Amaraji Notícia sobre o caso, o que não aconteceu até o fechamento desta reportagem. 

Segundo a família, o caso além de ser registrado na delegacia, também foi enviado para Ouvidoria da Secretaria de Saúde do Estado.

“Não estamos lutando simplesmente pelo valor do objeto, é insignificante diante do valor de uma vida. Mas pela covardia e falta de sensibilidade para com a família numa hora de dor como esta. O celular seria o único lugar onde teria armazenado arquivos pessoas que serviriam de acalento e lembrança para mãe e familiares do falecido, além de conter informações pessoas relevantes. É lamentável que este direito tenha sido violado dentro de um hospital. Fica aqui nosso repúdio e indignação! Sobretudo, o apelo às autoridades competentes para que sejam tomadas medidas severas e que esse tipo que desconforto e desrespeito não afete outras famílias”, desabafa uma familiar de João Alexandre.

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