HOMEM REVELA TER SEU NOME USADO EM CONTRATO FRAUDULENTO PELO SAAE DE GAMELEIRA

Após ser demitido da empresa em que trabalhava em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, Jorge Ferreira da Silva deu entrada no seguro desemprego para pagar as despesas de casa. Tinha direito a cinco parcelas, mas na terceira teve o benefício cortado e descobriu ter sido alvo de uma suposta irregularidade envolvendo o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Gameleira (Saaeg).

Mesmo a 115 quilômetros e sem ter trabalhado um dia sequer, Jorge foi informado pelo Ministério do Trabalho que seu nome constava como funcionário da autarquia desde janeiro de 2017, motivo pelo qual teve o seguro suspenso. Surpreso, ele procurou o INSS e verificou que havia, inclusive, recolhimentos previdenciários em seu nome e cuja faixa salarial ia de R$ 1,7 mil a R$ 2,6 mil.

À reportagem, Jorge disse que não atua no Saaeg há cerca de 10 anos. Ele prestou serviço na década de 1980 e foi presidente da instituição em 2006. “Eles tem todos meus documentos e meus dados foram usados sem meu conhecimento. Procurei advogados e entrei com uma ação na Justiça Federal, na vara de Palmares, para pedir a retomada do pagamento do seguro desemprego. Fui prejudicado porque tenho contas a pagar e contava com esse dinheiro”, disse Jorge.

Na quinta-feira (15), o juiz Tarcísio Corrêa Monte extinguiu o processo de Jorge sem resolução de mérito. O magistrado alegou falta de competência para julgar a questão, que deverá ser analisada pelo Judiciário estadual. Após a decisão, Jorge avalia saídas na Justiça para que a fraude seja reconhecida e o benefício retomado. Enquanto isso, ele trabalha como motorista de aplicativo de transporte no Recife.

Os vereadores de Gameleira também pediram esclarecimentos ao Saaeg na terça-feira (13) e vão apurar a denúncia.

A reportagem ligou para o diretor presidente do Saaeg, José Vieira, que também é vice-prefeito, mas não conseguiu contato. O blog está aberto para uma reposta da entidade.

Do OP9.

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