TECNOLOGIA É ALIADA DA POPULAÇÃO NA PREVISÃO DE CHUVAS, EM CHÃ GRANDE

A 80 km do Recife, a relação de Chã Grande com as chuvas, passa longe de ser resumida à vulnerabilidade de suas encostas. Até porque foi por suas elevações que o município acabou abrigando o potente radar meteorológico, que identifica as condições de precipitação em quase todo o estado, com um raio de até 400 km de atuação.
 
O sistema, que mais parece uma bola de futebol gigante, tem mais de 20 metros de altura (equivalente a um prédio de 6 andares) e pode ser visto a uma longa distância. Como o sonar de um morcego, ele emite feixes de energia que, rebatidos pelas gotas de água das nuvens, permitem ao sistema distinguir detalhes específicos das chuvas.
 
“Antes, nós usávamos muito o satélite meteorológico, que consegue ver as nuvens. O radar vê a chuva, se vai ser intensa ou fraca, se tem granizo, se vem com vento”, explica Patrice Oliveira, gerente de meteorologia e mudanças climáticas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).  A precisão do equipamento é ainda mais detalhada em um raio de 250 km, o que beneficia, além de Chã Grande, outros 144 municípios da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste.
 
Todo o equipamento, que emite informações diretamente para a central da Apac no Recife, custou R$ 11,4 milhões. Para que não seja depredado, um sistema informativo foi montado em toda a cidade explicando a importância do radar na região. “Equipes de conscientização passaram nas escolas para explicar a importância dele”, explica a professora Edjane da Silva. Ela garante que as crianças do sítio onde trabalha já tiram de letra na hora de explicar a função daquela “bola gigante” no céu, perceptível em boa parte do município. “Como é uma cidade pequena, não resta dúvida que essa vai ser uma das atrações de quem vier de fora para visitar”, garante. 
 
Símbolo maior do tempo, o radar acaba servindo de lembrete da necessidade de planejamento contra o inesperado – o que vai muito além das chuvas.
 
Do Diário de Pernambuco.
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