ALUNOS DA FAEXPE EM AMARAJI SE MOBILIZAM PARA IR A JUSTIÇA

Alunos dos Cursos de Extensão da FAEXPE, em Amaraji, na mata sul do estado, se reunirão na manhã deste domingo (02), para darem início as buscas por providencias depois que tiveram conhecimento através do MPF que os cursos oferecidos pela instituição na cidade não são reconhecidos junto ao MEC.

Acompanhados de um advogado, os estudantes tiraram todas as dúvidas e tiveram a confirmação que existe fraudes documentais em diversos pontos. O grupo formado decidiu entrar com um processo coletivo junto ao Ministério Público Federal. Entre as irregularidades encontradas na cidade de Amaraji, foram comprovadas fraudes em contratos, inclusive menores de idade assinando contratos, entre outros vários documentos que demonstram a irregularidade do serviço no município.

Após a indagação de vários alunos, há algumas semanas alguns professores vieram a cidade defender a instituição alegando que a mesma está regular e que as aulas continuariam normal, o que difere da opinião de muitos alunos que estão indignados com a mudança de discurso da instituição a cada hora e querem seus dinheiros pagos de volta, como também o cancelamento do curso.

O Caso

As Faculdades Extensivas de Pernambuco (Faexpe), tiveram suas atividades suspensas pela Justiça em 25 cidades do interior, por suspeita de irregularidades, por não ser credenciada junto ao Ministério da Educação.

A Faexpe está presente em 43 cidades de Pernambuco e em outros 11 estados, e é acusada de ofertar cursos de extensão, graduação e de pós-graduação, incluindo mestrado e doutorado, sem credenciamento, autorização e reconhecimento do ministério.

Com 15 mil alunos, a instituição foi denunciada ao Ministério Público Federal por uma professora que verificou que as cargas horárias das disciplinas eram bem menores que as exigidas pelo MEC.

Em 14 de julho, o MPF em Serra Talhada conseguiu decisão liminar da Justiça Federal determinando a suspensão de atividades e interrupção das matrículas.

A Funeso, sediada em Olinda, e as paranaenses FAI/PR e Faculdade Paranapanema são investigadas por terceirizar atividades de ensino. As faculdades não estavam autorizadas a oferecer cursos por meio da Faexpe, de acordo com o MPF.

Reportagem Edmar Gomes com algumas informações do Do Diário de Pernambuco.

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