ENSINO INTEGRAL NO NÍVEL MÉDIO É APROVADO NA CÂMARA

O relatório final do projeto de lei que prevê jornada intergral para alunos do ensino médio foi aprovado na terça-feira (16) na Câmara dos Deputados, pela Comissão Especial que analisa a proposta. De acordo com o texto, a educação integral deverá estar disponível em metade das escolas brasileiras e para 25% dos alunos, dentro de um período de dez anos.
Segundo a proposta, o tempo de aula passará das atuais 800 para 1.400 horas/aula. Da jornada escolar de sete horas, pelo menos quatro ocorrerão em trabalho efetivo dentro da sala de aula, devendo ser progressivamente ampliado o período de permanência na escola, a critério dos sistemas de ensino e de acordo com as diretrizes, objetivos, metas e estratégias estabelecidos no Plano Nacional de Educação (PNE). O projeto ainda diz que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá que ser realizado por todos os estudantes, passando a fazer parte da grade curricular estudantil. Ainda segundo a proposta, o Enem terá validade de três anos, podendo o aluno repetir o Exame em qualquer período.
“Quando ele for fazer o Enem, que hoje é a porta das oportunidades, ele já terá tido o direito ao conhecimento geral e ao mesmo tempo a escolha de estudar mais uma área do conhecimento – aquela que ele tem mais afinidade. Ou então, ele pode ter feito a escolha por um ensino técnico-profissionalizante sem prejudicar a sua formação geral”, diz p presidente da Comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), conforme informações da Agência Câmara de Notícias.
Uma norma do projeto que pode gerar debates entre professores e estudantes é a organização do ensino integral em períodos, ciclos ou no sistema de créditos. Isso porque a media permite que o estudante passe para a próxima série, apenas tendo que cursar novamente a disciplina que não teve bons resultados.
De acordo com a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), caso o projeto seja aprovado, o ensino integral não ganhará benefícios. “Essa é a etapa da educação básica com maiores problemas e desafios pela questão da identidade. Eu fico muito constrangida em votar porque não vi avanço. Na verdade, na minha opinião, é inócuo não tem mudança, não tem novidade, a gente não avança e vamos perder a oportunidade de analisar um tema que requer se debruçar. E nós não conseguimos avançar”, declara a deputada, conforme a Agência.
Da Agência Câmara de Notícias.
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