TRABALHADORES SÃO DETIDOS PELA POLÍCIA APÓS PROTESTO EM SUAPE

Trabalhadores terceirizados da Refinaria Abreu e Lima realizaram, na manhã desta quinta-feira (20), um protesto na PE-60, nas imediações da entrada da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, município da Região Metropolitana do Recife.
Segundo o 18º Batalhão da Polícia Militar, que está no local, onze pessoas que participam da mobilização foram detidas e levadas para a Delegacia de Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco. Cerca de 70 trabalhadores da empresa Alusa Engenharia, de montagem industrial, participam da manifestação em protesto contra atraso de salários, benefícios e direitos trabalhistas.
De acordo com o Coronel Roberto Galindo, o uso da força contra trabalhadores não foi abuso. “Abuso é impedir o direito de ir e vir”, afirma. Ainda segundo o comandante do choque, os presos foram autuados por desobediência, desacato e dano ao patrimônio. O Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada de Pernambuco (Sintepav-PE) acionou jurídico para liberar trabalhadores detidos. Por volta das 10h50, uma comissão de trabalhadores se reuniu com a direção da empresa para negociar a situação.
Em meio a uniformes queimados, a polícia liberou a entrada da Camargo Corrêa na Rnest para que funcionários de outras empresas pudessem entrar e trabalhar.
SALÁRIOS ATRASADOS – O Sintepav-PE deu entrada em uma ação judicial, no Ministério Público do Trabalho, contra a Alumini Engenharia, novo nome da Alusa, que deve salários e outros benefícios aos trabalhadores de Suape. Durante audiência realizada na manhã do dia 12, na Procuradoria Regional do Trabalho da 6ª Região, foi colocado em ata o pedido de rescisão indireta para todos os seis mil trabalhadores que ainda estão ligados à Empresa Brasileira de Engenharia – Alusa e à Construtora Barbosa Mello – Alusa.
Rescisão indireta é quando o trabalhador é afastado da empresa e o empregador tem que pagar todas as verbas rescisórias, da mesma forma como se o tivesse demitido sem motivo, inclusive a indenização de 40% sobre o FGTS. Isso porque a rescisão teve origem em uma quebra de contrato por parte do empregador.
Na noite da quarta-feira (19), após manifestação realizada no Centro do Recife, a juíza do Trabalho Josimar Mendes da Silva Oliveira, da 1ª Vara do Trabalho de Ipojuca, determinou prazo de 48 horas para que a Petrobras repasse às empresas o valor dos salários dos terceirizados, sob pena de bloqueio das contas bancárias das empresas.
Com informações do NE10.
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