PSDB DO CABO PRETENDE INSTALAR CPI

Vereadores do município do Cabo de Santo Agostinho pretendem instituir CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar denúncias de improbidade administrativa durante a primeira gestão do ex-prefeito Lula Cabral (PSB), no período de 2005 a 2008.
A decisão foi tomada com base na ação ajuizada pelo Ministério Público, no mês de agosto, que investiga processos licitatórios realizados, em 2005. As possíveis fraudes estão relacionadas às licitações para locação de veículos, compra de material de expediente, de limpeza e material gráfico. 
De acordo com o presidente do PSDB do Cabo, Elmo Freitas, o objetivo do processo é respaldar as apurações do Ministério Público. “O Ministério Público intitula o ex-prefeito como chefe de quadrilha. Cabe a nós da oposição contribuir para que o caso seja investigado com afinco, por isso decidimos instalar a CPI para que a população fique ciente dos fatos. O atual prefeito disse em todos os meios de comunicação que o ex-prefeito deixou um rombo de R$ 97 milhões. Então isso inclui uma série de ações que vai além da saúde, educação a obras no município”, pontuou.
O vereador do Cabo, José Arimateia (PSDB), respaldou a declaração do correligionário, afirmando que a CPI irá garantir investigação durante todo o período da gestão municipal, não se limitando ao ano de 2005. “Queremos investigar todos os processos licitatórios ocorridos na prefeitura do Cabo, no período de 2005 a 2008, onde já foram comprovadas varias irregularidades. Diante dos indícios, é provável que possamos encontrar outras irregularidades que não tenham sido computadas pelo MP”, disse o vereador.
Dentre as punições que serão aplicadas ao ex-prefeito, se o mesmo for considerado culpado, Lula Cabral terá que pagar multa equivalente a R$1 milhão, perderá as funções públicas e terá os direitos políticos suspenso. Desta forma, o ex-prefeito, que garantiu uma vaga no legislativo estadual, pode perder o mandato que terá início em 2015. 
O requerimento de CPI será apresentado na próxima terça-feira (11), na Câmara dos Vereadores. Para conseguir aprovação da proposta é necessário coletar 1/3 das assinaturas dos parlamentares, ou seja, seis vereadores precisam votar a favor da Comissão Parlamentar de Inquérito.
Com informações do Leiajá.
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