CASO DE EBOLA É DESCARTADO GARANTE SECRETARIA DE SAÚDE DE PERNAMBUCO

A Secretaria de Saúde (SES) de Pernambuco esclareceu, por meio de nota emitida no início da noite desta terça-feira (11), que, “em nenhum momento, foi aberto protocolo de ebola” após a internação de um homem de 44 anos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vassoural, em Caruaru, município do Agreste situado a 134 quilômetros do Recife. A informação está em confluência com os esclarecimentos prestados pelas autoridades sanitárias do município, que afirmaram ter descartado a suspeita da doença logo nas primeiras horas após a internação do paciente.
Segundo a Secretaria de Saúde de Caruaru, estão sendo investigados possíveis quadros de malária ou da febre chikungunya, enfermidades com incidência em países africanos. O paciente, identificado pelas iniciais G.V.S, esteve na Guiné Equatorial até a semana passada, retornando ao Rio de Janeiro na terça-feira (4) e viajando para o Agreste pernambucano no dia seguinte.
Um exame rápido realizado no momento da internação deu negativo para malária, assim como outra averiguação realizada em seguida, cujo resultado demorou quatro horas para ficar pronto. Exames mais detalhados estão sendo realizados no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), na área central da capital pernambucana, para onde o homem foi transferido durante a tarde. A unidade é a referência estadual em infectologia. O quadro de saúde do paciente é estável.
A suspeita de ebola foi descartada por, pelo menos, dois fatores. Segundo a SES, G.V.S. “não teve contato, nos últimos 21 dias, com ninguém que tenha estado nos três países que possuem transmissão da doença (Guiné, Libéria e Serra Leoa)”.
Outro indício que enfraqueceu a possibilidade da infecção pelo vírus foi a ausência de hemorragia, sintoma que mais caracteriza a doença. Quando procurou a UPA, por volta das 10h, o paciente se queixava de febre alta, vômitos e dores nas articulações e na cabeça. Por precaução, a unidade e alguns funcionários foram isolados, até o início da noite, para passarem por um processo de desinfecção. Pacientes foram transferidos para outros pontos de atendimento.
Com informações da FolhaPE.
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