CINQUENTINHAS SEM CONTROLE: PILOTOS SEM CAPACETE E MUITO BARULHO NO CABO

O ronco dos canos de escape das cinquentinhas virou a trilha sonora oficial dos moradores do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. O município do Cabo de Santo Agostinho vive uma febre de ciclomotores nas ruas, boa parte pilotada por jovens entre 13 e 20 anos. Capacete virou acessório dispensável. Prudência, também. A qualquer hora do dia, andam em alta velocidade, fazendo estripulias e soando alto os escapamentos, cujos silenciadores são retirados.
Acidentes, é claro, acontecem. No Hospital Dom Helder Câmara, que atende maior parte da população do Cabo, foram registrados, em 2013, 1.529 atendimentos relativos a acidentes de motos. Até o início deste mês eram 752. Não existem dados específicos das cinquentinhas, mas como elas reinam no município, não é fantasioso dizer que respondem pela maior parte dos números.
Os irmãos Filipe e Lucas Francisco da Silva rodam numa velha cinquentinha avaliada em R$ 700. O escape barulhento denuncia as modificações e o tipo de uso. Perguntados sobre a necessidade do capacete, os dois dão ao mesmo tempo um sorriso de desdém. “A gente não usa. Sabemos do risco, mas o bom mesmo é andar sem nada”, diz Lucas. Ambos trabalham consertando placas de publicidade e têm a anuência dos pais para viver perigosamente.
Desempregado, Aélton Leite, 20 anos, passa a maior parte do dia no Centro do Cabo numa moto avaliada em R$ 2 mil. “Essa aqui é a mais potente do mercado. Gastei R$ 200 só para trocar o escape”, diz.
Com informações do Jornal do Comercio.
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