MORRE FUNCIONÁRIO QUE TEVE 80% DO CORPO QUEIMADO APÓS EXPLOSÃO DA FÁBRICA DE PÓLVORAS

Morreu na tarde deste domingo (29) o funcionário que trabalhava na fábrica de explosivos Elephante na cidade de Barreiros o encarregado, Manasses Rodrigues da Silva, de 45 anos, sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau em 80% do corpo. A vítima de 45 anos estava internada há quase 11 dias na ala de queimados do Hospital da Restauração em Recife (PE). 
Com a morte do encarregado sobe para duas mortes, o primeiro foi Luiz José, de 50 anos, que morreu no local da explosão. O corpo de Manasses Rodrigues da Silva deve seguir para cidade de Barreiros onde será velado.
Histórico de Explosões:

A centenária fábrica de pólvora Pernambuco Powder Factory (mais conhecida como Fábrica Elephante), antes instalada em Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho, tem um currículo marcado por tragédias. Fundada em 1890, ela é vinculada ao Grupo Lundgren e, desde que foi fundada contabiliza vítimas entre os funcionários. O acidente mais grave aconteceu no dia 26 de abril de 1995, quando sete empregados morreram e dezenas ficaram feridos. Por volta das 8h40 daquele dia, cerca de 40 operários trabalhavam na fabricação de pólvora.
Dos 12 paióis existentes, sete foram atingidos por uma série de cinco explosões e o deslocamento de ar derrubou a cobertura de um depósito de material localizado a 100 metros. Segundo testemunhas, o barulho das explosões foi ouvido até nos bairros da Zona Sul do Recife. Os feridos foram socorridos no HR, Getúlio Vargas, Otávio de Freitas e na Maternidade Padre Geraldo Leite Bastos, no Cabo de Santo Agostinho.
Já no dia 25 de junho de 2000, um acidente no setor de produção de pólvora da fábrica de explosivos deixou um funcionário gravemente ferido. O operador de máquinas Fernando Alfredo Alves, 41 anos, teve 90% do corpo queimado quando trabalhava na limpeza de uma máquina. Na época, a empresa classificou o episódio como acidente de trabalho. A combustão que resultou em queimaduras de 1º, 2º e 3º graus teria sido provocada por falha humana. 
Após a explosão do ultimo dia (20) o Exército interditou a fábrica até que as causas sejam apuradas e os prováveis problemas solucionados.
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