EM ESCADA, MONTANHAS DE LIXO ÀS MARGENS DA BR-101

Uma mudança na gestão do aterro sanitário do município de Escada, localizado na Mata Sul, a 63 quilômetros do Recife, vem provocando acúmulo de lixo às margens da BR 101. Há quase um ano o local está sem funcionar e a coleta dos sete municípios que utilizam o espaço está sendo depositada na entrada do aterro. O acúmulo prejudica os moradores que pedem uma solução para o impasse que se instalou.
Um morador da cidade, que preferiu não se identificar, utilizou o fórum de jornalismo colaborativo do Pernambuco.com, Cidadão Repórter, para denunciar a situação. Ele afirma que os catadores estão sendo prejudicados sem o funcionamento do aterro, já que eles trabalhavam em parceira com o local. “Próximo ao aterro sanitário existem casas e além disso, famílias que sobrevivem da reciclagem estão sendo prejudicadas, pois elas trabalhavam em acordo com o órgão que gerenciava o aterro”, diz. O mau cheiro e os animais atraídos pelos dejetos incomodam e oferecem risco às famílias que moram próximas.
Desde janeiro deste ano, a Prefeitura de Escada assumiu a gestão que antes era realizada pelo Consórcio dos Municípios da Mata Sul (Comsul). No entanto, desde então, o aterro parou de funcionar e os municípios de Primavera, Chã Grande, Ribeirão, Amaraji, Cortês e Barra de Guabiraba, que também utilizam o local, passaram a depositar os dejetos às margens da BR 101. Apesar do problema, a Prefeitura de Escada garantiu que a coleta dentro da cidade não está sendo comprometida.

De acordo como o Secretário de Planejamento e desenvolvimento econômico de Escada, Sílvio Neiva, a descarga está sendo feita na parte de fora porque o aterro não tem condições de funcionar. “O consórcio que operava não realizava as manutenções necessárias, nem operava bem. Por esse motivo, a Prefeitura retomou a administração em junho. Neste momento várias obras estão sendo feitas e impedem o funcionamento do aterro. O nosso prazo é que em dez dias já volte a operar normalmente”, afirma.

Sobre a situação dos catadores que trabalhavam no aterro, o secretário garantiu que eles estão recebendo uma bolsa-auxílio nesse período de recesso. “É proibido catar dentro do aterro. E essa foi uma das coisas que provocou a mudança na operação. O serviço deve ser feito na cidade, nos comércios e nas casas, evitando que material reciclável vá para o aterro. Atualmente os catadores estão recebendo uma bolsa-auxílio através de um programa que a Prefeitura desenvolve em parceria com o governo estadual”, esclarece.

Do Diario de Pernambuco
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