POPULAÇÃO PROTESTA EM GRAVATÁ POR CAUSA DA MORTE DE GAROTO DE 5 ANOS

Um mar humano invadiu algumas das principais ruas de Gravatá, cidade do Agreste pernambucano, na noite desta terça (12). Milhares de pessoas protestaram contra a morte de Pedro Henrique, de 5 anos, provável vítima de dengue hemorrágica. A ação teve início ainda na casa da família da criança, localizada na Rua Paranaguá, nº 13.
De acordo com o pai do garoto, Edilson Guedes, 31, popularmente conhecido por Nem, a manifestação teve o principal objetivo de alertar as autoridades administrativas sobre o descaso vivenciado pela saúde pública municipal. Segundo ele, caso providências urgentes não sejam tomadas, mais crianças irão morrer.
“Eu sempre via acontecer na família dos outros, mas na minha nunca. Aí acabou acontecendo com meu menino de cinco anos. A ficha tem que cair para abrirmos os olhos. É por isso que estou tomando essa iniciativa. Não tem envolvimento político ou partidário, até porque meus familiares e eu não vivemos da política, destacou o pai.
Câmara Municipal recebe protestos
Após percorrerem a Ruas Paranaguá, Norte, Cel. Estevão da Câmara e Tenente Cleto Campelo, os manifestantes chegaram à parte externa da Câmara Municipal de Gravatá. Na ocasião, eles tentaram chamar à atenção dos vereadores, que realizavam uma sessão ordinária na Casa Elias Torres. A Praça Rodolfo de Morais foi tomada pelos gritos ‘fora secretário’, ‘tá com medo’, ‘vergonha’ e ‘justiça’, referindo-se ao presidente do recinto legislativo, Pedro Martiniano.
“Aqui não tem bandido. Queremos entrar pela porta da frente”, afirmou José Guedes, 33, tio de Pedro Henrique.
Após minutos de protesto, um porta-voz da Câmara veio ao encontro do público presente e afirmou que uma Comissão de quatro pessoas fosse formada, dando preferência aos familiares da criança. Entretanto, os demais protestantes não poderiam entrar.
“Antes do término da sessão ordinária, Pedro Martiniano atestou que conversará com os membros da comissão”, destacou Marcelo de Brito, 32, um dos líderes da ONG Ação Livre Brasil.
A comissão, formada pelos pais de Pedro Henrique, além de dois membros da família, teve acesso ao interior da Casa Elias Torres e conversou com o presidente e alguns vereadores. Contudo, o conteúdo e o resultado do encontro não foram detalhados pela família. O pai do garoto explicou apenas que “as soluções cabíveis serão tomadas”, concluiu.

Entenda o caso
O garoto faleceu possivelmente de Dengue Hemorrágica, na última quinta (7), após sofrer uma possível negligência, durante o período da manhã, no atendimento médico prestado pelo Hospital Dr. Paulo da Veiga Pessoa. Na ocasião, Pedro Henrique foi transferido para o Hospital da Restauração, na cidade do Recife, mas acabou não resistindo e morreu proveniente de dengue hemorrágica.


De Igor da Nóbrega – Mais Agreste

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