NO RECIFE, FAMÍLIA ABANDONA BEBÊ COM HIDROCEFALIA

Uma história que está comovendo médicos, funcionários e pacientes do Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby. Uma criança de um ano e sete meses está internada na unidade de saúde desde os quatro meses de vida. O pequeno R. sofre de problemas neurológicos e teve hidrocefalia, precisando de cuidados médicos. O menino está internado no leito nove da enfermaria pediátrica 401 e não tem parentes por perto, já que a mãe, L.B.C., não vai ao hospital há aproximadamente um ano. Ela alega não ter condições de tomar conta da criança. Xodó de todos no hospital, o menino já pode ir para casa, mas espera um lar que o receba.
Segundo informações da Assistência Social do HR, várias pessoas e até ONGs já manifestaram interesse em ficar com R., mas a decisão terá que ser judicial. “Algumas pessoas já vieram para adotar a criança, mas só o juiz vai decidir. Inclusive um instituto que cuida de crianças especiais no Rio de Janeiro já manifestou o desejo de ficar com o menino”, afirmou a assistente social da pediatria do HR, Maria de Paiva.
Ainda de acordo com informações do hospital, a mãe de R. tem mais três filhos e mora em Saloá, no Agreste de Pernambuco. “L.B.C. chegou a vir algumas vezes, mas por causa de dificuldades financeiras, nunca mais apareceu. Ela recebe Bolsa Família e não tem condições de visitar o filho”, ressaltou Maria de Paiva.
Hidrocefalia é uma doença que aumenta o líquido no cérebro e pode levar à morte. “Quando o líquido está em excesso nas cavidades do cérebro chamadas de ventrículos, podemos diagnosticar a hidrocefalia. Quando esse liquido está acima do normal, aumenta a pressão do interior do cérebro e, se não tiver uma intervenção, pode levar à morte”, esclareceu o médico Ricardo Ferreira. Como o pequeno R., outras crianças, que também estão internadas na unidade de saúde, contam com o apoio da Associação dos Amigos de Pediatria do HR (AAP), que recebe doação de várias pessoas para manter o espaço.
O Conselho Tutelar de Saloá já informou que a mãe do menino não tem mais interesse em cuidar dele. Enquanto não chega uma solução para R. e sem o carinho de familiares, a criança vai vivendo, acima de tudo, com o amor e a solidariedade de pessoas anônimas.
Da Folha de Pernambuco
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