ÚNICA FÁBRICA DE AVIÕES DE PERNAMBUCO DEVE DEIXAR O ESTADO

Depois que o Aeroclube de Pernambuco fechou as portas após mais de 70 anos de existência, em março, devido às obras da Via Mangue, muitos foram os prejudicados, inclusive a empresa de aviação Aeropepe, que ainda se encontra instalada no local.
Segundo o proprietário do empreendimento, José Rodolfo Garrido Andrade, o Pepe, 52, o lugar faz parte da história de Pernambuco. Ele diz que por ele já passaram pessoas importantíssimas do correio Francês e o famoso escritor do livro O Pequeno Princípe, Antonie de Saint Exupéry. “Estamos esperando para saber quais vão ser os reais desdobramentos dessa loucura que isso se transformou. Um aeroclube histórico sendo desmontado sem se respeitar nada. Tem um galpão que foi construído na França antes da segunda Guerra Mundial e nada disso tem valor no nosso país”, contou Pepe. “Já entramos com ações pra reverter a situação, mas contra o Governo ninguém consegue nada”, desabafou.
A empresa pernambucana que é a única do Brasil que fabrica ultraleves apenas de material composto, e está sujeita a sair do Estado. “Já recebemos uma proposta de uma empresa no Centro-Oeste para nos mudar de vez, mas estamos vendo outro local fora de Recife, até porque a cidade não tem mais um espaço que nos comporte”, disse.
A problemática interferiu nas vendas e nos outros serviços oferecidos pela empresa, como a manutenção dos ultraleves. “Eu passei o ultimo mês viajando pra realizar as manutenções, o que antes eu fazia aqui no galpão, agora tenho que me deslocar pra efetuar os serviços”, falou. Ainda de acordo com Pepe, com saída do aeroclube prejudicou a chegada de novos pilotos em Recife, dificultando a aprendizagem deles devido os cursos que eram oferecidos no local, principalmente na parte prática porque se quiserem voar terão que se deslocar até Caruaru ou João Pessoa.

Do IG

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