HOMEM É DETIDO ACUSADO DE PROMOVER CURSOS PROFISSIONALIZANTES FALSOS EM SUAPE

Depois de denúncias de alunos que desconfiaram do conteúdo dos cursos dirigidos por Gilson Pereira, ele foi detido, na tarde deste domingo (4). De acordo com a delegacia do Cabo de Santo Agostinho, ele é acusado de estelionato, porque teria aplicado um golpe em pessoas interessadas em trabalhar no Complexo de Suape, no Cabo de Santo Agostinho.
Gilson Pereira Silva estaria há mais de seis meses promovendo cursos de capacitação, se passando por funcionário do complexo portuário. Segundo informações de um dos possíveis lesados, que não quis se identificar, somente hoje uma turma de 30 pessoas teria aulas com o suspeito.
Os cursos eram ministrados em uma escola municipal na praia de Gaibu, a cerca de 20km de Suape, e tinham inscrição de R$ 10 – cada aluno poderia fazer mais de um curso. “Só no sábado em que eu me inscrevi, tinha mais de 500 pessoas. Sei porque um amigo meu estava com uma ficha (de atendimento) dessa à noite. Eu cheguei lá de madrugada e fui um dos primeiros”, relatou o aluno.
Ainda segundo o denunciante, o grupo passou a desconfiar da veracidade das credenciais de Gilson quando ele demorou a apresentar documentos que validassem o diploma oferecido no curso. A suspeita gerou uma discussão acalorada e a polícia foi chamada por Gilson. “Ele foi trazido por uma série de fatores, entre eles a não comprovação da autenticidade dos cursos que ele dirigia”, informou o delegado de plantão, Carlos Guimarães. 
Chegando na delegacia, Gilson teria complicado a própria situação. “Ele mal sabe escrever o nome. É um semianalfabeto”, contou o delegado. “Além disso, temos testemunhas que atestam que a empresa é fantasma e não existe nada funcionando no endereço”. De acordo com o número de CNPJ que consta nos recibos dados por Gilson, fornecido pelos alunos, a empresa é a Serviço Nacional de Aprendizagem Social (Senas), cuja sede seria na Rua Santa Vitória, em Afogados (Zona Oeste do Recife). 
Gilson está detido na delegacia do Cabo de Santo Agostinho. Um grupo de operários que participaram dos cursos também prestaram depoimento. O delegado informou ainda que está sendo apurado o suposto uso da estrutura da Universidade Federal Rural de Pernambuco, cujo ambiente teria sido usado por Gilson para captar alunos.
Fonte: NE10.
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