DONO DA PRIPLES E ESPOSA SÃO PRESOS EM CASA, NO BAIRRO DE PIEDADE

Foram presos, na manhã deste sábado (03/08) o dono da Priples, Henrique Maciel Carmo de Lima (foto) e a esposa dele, de nome não divulgado.Os dois foram detidos na residência do casal, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.

Segue ainda neste sábado para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, o empresário Henrique Maciel Carmo de Lima, dono da empresa Priples. Preso na manhã de hoje, ele foi encaminhado para a Delegacia do Ipsep. Depois de prestar novo depoimento ao delegado Carlos Couto, Henrique será levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, para realizar exame de corpo de delito.
Vestindo uma camisa azul, o empresário chegou à delegacia por volta das 11h20 acompanhado pelo delegado. Os dois entraram pela portas dos fundos. Carlos Couto, responsável pelo caso, disse que deve falar com a imprensa sobre o caso ainda hoje.
O empresário, suspeito de crime contra a economia popular e formação de esquema de pirâmide financeira, foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Ele e sua esposa foram detidos na residência do casal, no bairro da Imbiribeira. Mirele Pacheco, também será submetida aos exames no IML e será encaminhada para a Colônia Penal Feminina, no bairro do Engenho do Meio, no Recife.
Além dos mandados de prisão, a polícia ainda cumpriu esta manhã seis mandados de busca e apreensão. Na residência do casal foram apreendidos uma quantia não revelada em dólares e três carros de luxo, entre eles um Camaro e uma Freemont.

De acordo com o delegado Carlos Couto (foto), o empresário acumulava cerca de R$ 1 milhão em bens móveis e imóveis, além de R$ 70 milhões em contas bancárias. “Esses valores não seriam suficientes para pagar a todos os associados da Priples”, afirmou.
Denúncia
Victor Farias disse que investiu R$ 500 na Priples no início do ano e não recebeu qualquer retorno financeiro até hoje. Na época, a ideia de lucros de 2% do investido por dia foi tentadora e foi o que determinou a aplicação de tudo o que tinha, mesmo estando desempregado. “Eu só via o pessoal mostrando as faturas com o dinheiro na conta. Quando chegou minha vez, nada de dinheiro na conta. Até me disseram pra entrar no site e conferir se os dados bancários estavam corretos, mas estava tudo certo. Até a pontuação que eu fiz por responder aos questionários eram zerados e eu não tinha direito a nada. Era tudo o que eu tinha, estava desempregado. Isso não existe”, reclama.
Um dos carros apreendidos pela polícia. Foto: Julio Jacobina/DP

PRIPLES

A empresa pernambucana promete remuneração de 2% ao dia durante um ano ao usuário que responder perguntas de conhecimentos gerais. Sendo assim, o lucro da empresa viria do cadastramento de pessoas, o que caracteriza a formação de pirâmide financeira. A polícia recebeu queixas contra a Priples sobre o não pagamento dos rendimentos no dia previsto. Há também denúncias dos usuários por não conseguirem localizar a sede física da empresa.
Em depoimento prestado à polícia em julho, Henrique Maciel afirmou que a empresa não promete ganhos financeiros, e sim crédito de publicidade digital. Henrique afirmou ainda que quem promete pagamento em dinheiro são os usuários.
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