USINA PUMATY EM JOAQUIM NABUCO DECRETA FALÊNCIA E TRABALHADORES FICAM PREOCUPADOS

A cidade de Joaquim Nabuco, na Mata Sul de Pernambuco, está passando por uma crise financeira depois que a usina “Pumaty” fechou e dispensou 1,8 mil trabalhadores. A empresa fez um acordo, mas não pagou os funcionários. O reflexo está sendo sentido nas vendas do comércio, que caíram e a inadimplência cresceu. Para tentar dar assistência às famílias, a prefeitura é que vem se esforçando para aliviar a situação. 
Um ex-funcionário que não quis se identificar, disse a nossa reportagem que foi demitido da usina Pumaty em dezembro do ano passado. De lá para cá, sustentou a família apenas com o dinheiro do seguro desemprego pois foi só isso que conseguiu receber. “Todos que saíram de lá devem estar passando por necessidades até hoje. Deixaram a gente com uma mão na frente e outra atrás”,
Outros ex-funcionários da usina têm histórias parecidas. Todos foram dispensados depois que a empresa fechou as portas. Um acordo feito entre a diretoria da usina e sindicatos de trabalhadores previa o pagamento parcelado de salários atrasados, férias, décimo terceiro e Fundo de Garantia. No entanto, ele não foi cumprido.
Além dos trabalhadores, fornecedores de cana de açúcar locais também não foram pagos e estão tendo que recorrer à Justiça. “Cortaram parte da nossa cana e não deram nem satisfação. Tentaram levar o restante sem nos pagar e não temos a mínima noção de quando vamos receber”, avisou um fornecedor.
Dos 15.773 mil habitantes de Joaquim Nabuco, quase 80% trabalhavam na usina ou arrendavam terras para a empresa. 
Sem renda, os funcionários demitidos passaram a gastar menos no comércio. “Cada vez está piorando mais a situação”, contou um comerciante. Em um mercado, por exemplo, as vendas despencaram. “No próprio começo do mês era aquele movimento. Agora reduziram em 30%, 40% das compras que os clientes faziam normalmente”, completou.
Casas com placas para alugar ou vender têm se multiplicado e muitas pessoas estão indo embora da cidade. 
Os gastos da prefeitura com assistência a famílias carentes também aumentaram. O prefeito João Carvalho (PSB) já se reuniu com lideranças dos trabalhadores e vem se reunindo com várias autoridades políticas buscando amenizar a situação. “Onde tínhamos antes que a cada 10, dois precisavam, hoje a cada 10, seis precisam. Então, infelizmente é uma conta que não fecha. A prefeitura não consegue atender a toda a população. E precisamos de uma solução rápida, emergencial, para que a gente consiga tapar esse buraco imenso na área social do munícipio e na saúde”, avisou o prefeito João Carvalho.
Até o começo da noite da ultima sexta-feira (05), os representantes da usina não foram encontrados para falar sobre o assunto.
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