CORPO DE DOMINGUINHOS É ENTERRADO NO CEMITÉRIO MORADA DA PAZ

O remédio para a saudade de familiares, amigos e fãs do sanfoneiro Dominguinhos foi mesmo cantar. Com talento considerado singular por artistas e críticos musicais, o pernambucano foi sepultado nesta quinta-feira (25), no Cemitério Morada da Paz, no Grande Recife, ao som da sanfona. “De volta pro aconchego” e “Quem me levará sou eu”, entre outras músicas, o homenagearam e fizeram chorar os seus filhos, Liv e Mauro Moraes, músicos como Cezzinha e até um dos policiais militares que participaram da cerimônia.
Apesar da emoção demonstrada durante todo o velório, realizado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) desde o início da manhã, Liv e Mauro concordaram: a morte foi, na verdade, o descanso do pai. “Era um sofrimento para Dominguinhos estar vivo e não ter vida”, afirmou Luiz Ceará, um dos melhores amigos do sanfoneiro.
A cerimônia para o último adeus ao sucessor de Luiz Gonzaga começou no fim da tarde, com a chegada ao cemitério após cortejo que saiu da Alepe, no Centro da capital, sempre ao som da sanfona. Coberto com as bandeiras do Brasil e do Estado e em veículo do Corpo de Bombeiros, o caixão de Dominguinhos, atraiu a atenção de pernambucanos desde a Rua da Aurora até a PE-15, um percurso de mais de 10 quilômetros. Mas centenas de fãs puderam se despedir do sanfoneiro desde as 8h desta quinta, na Assembleia Legislativa.

 Artistas locais e políticos também aproveitaram o dia para homenagear Dominguinhos, no velório marcado por sucessos dele. Contemporâneo do sanfoneiro, Maestro Camarão abraçou a sua sanfona e chorou durante o velório. “Artistas como Luiz Gonzaga, Sivuca e Dominguinhos não nascem todos os dias. Ele ensinou o que tinha que ensinar e quem tinha que aprender, aprendeu”, disse, acrescentando que é o último da sua geração. Emocionada, a cantora Elba Ramalho afirmou não ter conhecidos músicos como ele, sendo aplaudida em seguida. Características como a simplicidade e a humildade foram lembradas por todos que passavam para se despedir do compositor.

Dominguinhos morreu às 18h dessa terça-feira (23), aos 72 anos, em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas, em São Paulo. O cantor lutava contra um câncer havia seis anos e estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês. Ele havia desenvolvido insuficiência ventricular, arritmia cardíaca e diabetes, sendo transferido para o hospital paulista em 13 de janeiro. As primeiras homenagens foram prestadas ainda na capital paulista, em velório na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Com informações do NE10.
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