EM AGUA PRETA ARMANDO SOUTO QUER NOVAS ELEIÇÕES

Diante da reviravolta no município de Primavera, após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) determinar, na última terça-feira, a realização de novas eleições, mesmo depois da decisão de diplomação e posse do segundo colocado no pleito, Jadeildo Gouveia, (PR), conhecido como Galego do Gás, o candidato que ficou em primeiro lugar em Água Preta, Armando Souto (PDT), espera ter igual tratamento. Comparando a situação dos dois municípios, os primeiros colocados, e que tiveram mais de 50% dos votos, foram impedidos de assumir. A diferença é que Pão com Ovo (PRTB), foi considerado inelegível pelo TSE após o pleito, e Souto sofreu indeferimento no registro de sua candidatura.

O pedetista protocolou ao TRE um embargo declaratório, pedindo que, assim como foram retirados da contagem os votos brancos e nulos, em Primavera, o mesmo seja feito em Água Preta. A recontagem daria a Souto quase 53% dos sufrágios, um percentual ainda maior do que o de Pão com Ovo, que ficou com menos de 51%. “Depois do resultado que houve em Primavera, o povo em Água Preta continua mais angustiado e mais revoltado, pois os casos são iguais. Em Primavera, resolveu-se por uma nova eleição, e em Água Preta a situação ainda continua indeterminada”, criticou.

Em meio à insatisfação por parte do pedetista, que diz ser este o mesmo sentimento entre a população, está a ânsia de que o atual prefeito, Eduardo Coutinho (PSB), seja retirado da cadeira do Executivo, para que enquanto não haja novas eleições, o presidente da Câmara assuma o comando, como foi em Primavera. “Que ele (o TRE) marque logo (uma nova eleição) para deixar o povo tranquilo. Pois Água Preta é um barril de pólvora. Eu até entendo que julgamento é para ser respeitado. Mas o povo não entende, porque tem eleição em Primavera e na mesma situação não tem na nossa cidade”, comparou.

Ainda de acordo com Armando, o clima na cidade ainda é tenso. Contudo, ele disse já ter orientado seus eleitores a deixar o TRE julgar o embargo, sem que seja preciso fazer protestos contra o órgão, além de bloqueios nas rodovias. “Eu já pedi para que o povo não fizesse mais fechamento de BR. Tenho trabalhado insistentemente para que o povo não se manifeste e deixe o TRE resolver da maneira dele. Deixa fazer o julgamento imparcial. Mas o povo está em pé de guerra em Água Preta”, destacou Armando, que está confiante que o embargo declaratório é um instrumento que pode fazer o TRE mudar a decisão.

Fonte: www.folhape.com.br
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