COM REAJUSTE APROVADO NA CÂMARA PREFEITA ELEITA DE GAMELEIRA GANHARÁ 15 MIL

No município de Gameleira, na Zona da Mata Sul do Estado, foi aprovada a resolução que prevê o aumento dos salários do prefeito, vice-prefeito e secretários. De acordo com a decisão, a futura gestora, Yeda Augusta (PDT) ganhará R$ 15 mil, enquanto o atual, o socialista Severino Ramos, recebe R$ 10,5 mil por mês. Já o cargo, que atualmente tem vencimentos de R$ 5,2 mil, passará para R$ 7,5 mil. Em relação ao secretariado, cujo salário atual está fixado em R$ 3 mil, com o reajuste, passa para R$ 4 mil.

Procurado pela reportagem, o prefeito Ramos declarou que o reajuste foi uma decisão somente da Câmara e que só soube da votação por meio de uma pessoa que o apresentou, em reserva, a cópia do documento. “Não tem nada a ver com a gente. Foi iniciativa do Legislativo somente. Eu só publico a resolução deles. Eu acho um absurdo este aumento no apagar das luzes, pois foi uma reunião às escondidas”, declarou. Para ele, o município não tem condições de assegurar o reajuste de 50% devido às dificuldades de arrecadação. “A situação atual não permite um aumento desse. Estamos até que está em dia, mas pagando com dificuldade”, afirmou o socialista.

Um dos vereadores com quem a reportagem conseguiu fazer contato por telefone foi o Sandro Pimentel, conhecido como Doca (PTB). Questionado sobre a votação, ele negou que tenha sido votado aumento para os sete secretários. “Não teve votação de aumento de secretário nenhum. Tem alguma coisa errada aí, pois essa votação não teve. A gente mudou, tem outra história”, assegurou. Quando perguntado sobre o que foi mudado e do reajuste para prefeito e vice, ele não respondeu, e disse que só mostraria todos os detalhes pessoalmente. O presidente da Câmara, Josivaldo Mendes, o Vado Bala (PSB), foi procurado para falar sobre o assunto, porém, até o fechamento da edição, não atendeu às ligações.

Já o primeiro-secretário, o vereador José Raimundo Junior, o Irmão Júnior (PCdoB), atendeu ao telefone, mas também evitou tratar do assunto e justificou que não poderia falar porque estava na igreja. Mesmo com a insistência da reportagem em esclarecer o reajuste, o Irmão se esquivou. “Venha aqui na Câmara que a gente fala tudo, ou então ligue para o presidente (Vado Bala)”, esquivou-se. Ao ser informado que o Vado não atendia às ligações, ele, mesmo sendo primeiro-secretário, alegou que não poderia responder sobre a votação. “Eu não posso falar sobre nada, procure o presidente”, disse o vereador, e desligou.

 
Com informações do Giro PE.

Comentários

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.