APAC EMITE ALERTA DE FORTES CHUVAS PARA TODA SEMANA

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu um alerta de chuva forte até a manhã de terça-feira (31) em toda a Zona da Mata e na Região Metropolitana, quando durante a semana as chuvas seguem moderadas. Segundo a Secretaria Executiva de Defesa Civil na RMR, o acumulado de chuva no Grande Recife chegou a 118 milímetros. O número representa 35,97% da média histórica de precipitações no mês, que corresponde a 328 mm. A previsão para o resto do dia é de chuva de moderada a forte, o que exige muita atenção de quem precisa dirigir.

Segundo o Clima Tempo, a previsão para está segunda-feira (30), é de fortes chuvas para o município, chegando a 10mm no dia. A variação chega à mínima de 20º com máxima de 28º. Toda semana terá chuvas, com baixas variações porém as chuvas seguem moderadas até a próxima segunda-feira (06/06), chegando aos 46mm semanal.

Acumulado

Até a terça-feira (24), os dados da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) mostravam que cinco dos 14 municípios do Grande Recife já tinham a média histórica de chuvas para o mês de maio. Até aquela data, Araçoiaba tinha o maior percentual acumulado em relação à media do mês. No município, a Apac registrou 314 milímetros (mm). A média histórica de maio é de 207 mm. Portanto, o acumulado sobre a média é de 152%.

Barragens

Após as chuvas, as barragens, que já estavam cheias, esbanjam alto volume de água, no Grande Recife. Por exemplo, a barragem Bita, no Cabo de Santo Agostinho, opera em 97,3% da sua capacidade. Pirapama e Sucupema, ambas também no Cabo, sangram com 103,4% e 100,3%, respectivamente. Ao todo, são seis barragens que atenderiam toda população, se essas obras da companhia estivessem em dia. Em contrapartida, outras regiões do estado vivem uma situação oposta quando o assunto é chuva e abastecimento de água. Das 49 barragens pernambucanas, 28 estão em colapso. Das que estão situação crítica, todas estão localizadas no Agreste ou Sertão pernambucano.

Ao todo, são 170 municípios que convivem com a incerteza de que alguma água sairá das torneiras. Uma realidade que não mudará para melhor nem tão cedo, segundo o meteorologista da Agência de Águas e Clima Fabiano Prestrelo. Segundo ele, para que os níveis desses reservatórios voltem a subir é preciso ocorrer um período chuvoso igual ou superior ao da seca. Nesse ano, não houve por causa do fenômeno El Niño. O que estava ruim piorou. Prestrelo ressalta que é necessário ter um sistema oposto desse, o La Niña, mas não há previsão desse fenômeno também para o próximo ano.

Bacias hidrográficas como a do Rio Brígida estão com todas as oito barragens em colapso. Já a bacia hidrográfica do Rio Terra Nova está com três das quatro barragens zeradas. Desde o dia 10 de abril, Belo Jardim, Sanharó, Tacaimbó e São Bento do Una, todos no Agreste, estão sendo abastecidos exclusivamente por carros-pipa. A medida emergencial se dá pelo colapso das barragens de Bitury e Pedro Moura Júnio. De acordo com a Compesa, o gasto mensal para o fornecimento nestas quatro cidades será de R$ 500 mil para custear 70 carros-pipa – 50 para Belo Jardim e 20 para os demais municípios. Os recursos são da companhia e do governo federal, por meio da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe).

Com Informações do G1/PE e o Clima Tempo.

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