POLÍCIA PRENDE QUADRILHA DE ESTELIONATO ACUSADO DE APLICAR GOLPES USANDO MERCADINHOS

Proprietários de pelo menos três mercadinhos do Grande Recife teriam sido vítimas de uma quadrilha que utilizava dados cadastrais desses estabelecimentos para realizar compras online. O grupo criminoso seria formado por nove pessoas, das quais duas eram presidiários que efetuavam as transações comerciais ilícitas de dentro do presídio. Quatro pessoas foram detidas, em flagrante, e responderão pelos crimes de associação criminosa e estelionato.

De acordo com a Polícia Civil, Edilza Maria dos Santos, 35 anos, Adriana Teixeira dos Santos, 37, Cláudia Roberta Bezerra de Lima Sales, 40, e Denílson Cândido da Silva, 32, atuavam junto aos dois presidiários há cerca de sete meses. “Eles utilizavam dados cadastrais de mercados de bairro que funcionam há 10 anos. Com essas informações, entravam em contato com empresas de vários estados do Brasil – Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina – faziam as compras e monitoravam a carga pela internet”, explicou o delegado Alessandro Orico, titular da Delegacia do Ibura, responsável pelas investigações.

Quando a carga chegava ao Recife, o grupo se apresentava na transportadora usando os dados dos proprietários dos estabelecimentos comerciais para retirar o material. Eles compravam produtos como castanha do pará, castanha de caju e chás, para revender no mercado informal. No grupo, cada um desempenhava uma função. Denílson e Adriana ficavam com 40% da carga recebida, sendo que a mulher era responsável por buscar os produtos nas transportadoras junto com Edilza. Cláudia Roberta, mulher de um dos homens presos, revendia as mercadorias.

Dentro do presídio, George Henrique Alves e Silva, 43 anos, e Hugo dos Santos Freitas, 27, comandavam a operação. A dupla já cumpre pena por estelionato, falsidade ideológica e tráfico de drogas. Os outros quatro envolvidos foram liberados em audiência de custódia. 

A polícia está fazendo o levantamento dos mercadinhos que teriam sido vítimas do crime. “Estimamos que o prejuízo seja de cerca de R$ 100 mil. Precisamos que outros comerciantes, identificando-se como vítimas, procurem a delegacia para fazer a denúncia. Dessa forma, poderemos continuar com as investigações”, detalhou o delegado.

Do Diario de Pernambuco.

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