PERNAMBUCO: ESPECIALISTAS ALERTAM POPULAÇÃO SOBRE NECESSIDADE DE COMBATE À TUBERCULOSE

Pernambucanos, fiquem atentos com a Tuberculose. O estado é o terceiro com mais casos da doença no País. E o que mais assusta é que, no índice de mortalidade, é o segundo do Brasil, com aproximadamente quatro a cada 100 mil habitantes. A coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose do estado, Cândida Ribeiro, destaca ainda que, depois de confirmado o diagnóstico da doença, o paciente deve fazer o tratamento até o final, porque, se interrompê-lo na metade, o quadro vai piorar.

“Mesmo quando ela melhore, que ela não abandone a medicação, porque é muito comum as pessoas, principalmente nos dois meses de tratamento, como tomam uma dose mais forte com quatro antibióticos, tendem a melhorar muito e aí relaxam o tratamento nos meses subsequentes. Isso é uma coisa que não pode acontecer. A pessoa tem que ir com o tratamento até o final, porque se não tomar certinho, e pelo tempo correto que é de no mínimo seis meses, é provável que você não fique completamente curado.”

É importante não parar o tratamento. A princípio, são apenas seis meses. Caso você interrompa, além de complicar o processo de cura, o novo tratamento demora muito mais, deixando a pessoa ainda mais fragilizada. O melhor é seguir as recomendações médicas e fazer o tratamento certinho. Foi o caso do educador social Fábio Correia, de 51 anos. O morador de Recife conta que foi diagnosticado com a Neurotuberculose, um tipo da doença mais difícil de curar. Ele desenvolveu esse quadro devido à neurotoxoplasmose, uma infecção no cérebro que ataca pessoas com imunidade baixa, que tinha. Ele conta que, no início, suspeitava de labirintite, devido à tontura que sentia, mas quando descobriu que na verdade era Tuberculose começou imediatamente o tratamento. 

“Fiz o tratamento normal de seis meses, que é preconizado, mas aí depois de um tempo eu tive outra recorrência. Tive um outro incidente. Ai tive que fazer um segundo tratamento, que foi por nove meses mais. Eu fiz dois tratamentos mas não deu certo ainda. Dois meses depois eu tive outra recorrência, e aí aumentou meu tratamento para um ano e meio. Terrível, né? Porque as drogas na época, há 16 anos atrás, eram muito mais difíceis de tomar do que as de hoje. Hoje é muito fácil, ela é menor, o tamanho dela é reduzido. E era muito grande o medicamento, aí eu tinha dificuldade de ingerir o medicamento.”

Hoje Fábio participa da Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose e trabalha na conscientização dos brasileiros. Ele também é membro do Comitê de Combate à Tuberculose de Pernambuco. Ele entendeu a importância de ficar atento com a doença. Fique ligado você também! Tossiu por mais de três semanas? Corra para a unidade de saúde mais próxima. Ajude a deixar essa história no passado. Para mais informações acesse saude.gov.br.  

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