17 ANOS SEM O SAUDOSO ALBÉRICO BATISTA DOS ANJOS, SEU BECA

Há quase exatos dezessete anos, Amaraji se despedia do saudoso ex-prefeito e ex-vereador Albérico Batista dos Anjos, ou para o munícipes, Seu Beca. Albérico Batista dos Anjos nasceu no dia 20 de dezembro de 1923 em Amaraji. Filho de Modesto Batista dos Anjos e Maria Alice Batista.

Duas vezes vereador, eleito pela primeira vez em 1950 e reeleito em 1954, vice-prefeito de Plínio Alves de Araújo, em 1958, Prefeito em 1961 tendo o vice-prefeito Sebastião Lopes da Costa quando com o apoio de Miguel Arraes governou o município por um período de seis anos.

Foi considerado um grande visionário, pois em época que os recursos destinados aos municípios não eram tão amplos como atualmente, conseguiu trazer para a cidade a energia da CHESF que foi inaugurada no dia 10 de agosto de 1964. Além de ser o maior construtor de galerias para escoamento das águas em toda a área central da cidade e o calçamento das praças Dr. Jorge Coelho da Silveira, Comendador José Pereira de Araújo e de ruas centrais da cidade tudo em seu primeiro ano de governo.

Assumiu seu segundo mandato como prefeito de sua terra natal em 1975 quando saiu vitorioso e, juntamente com seu vice-prefeito, Severino Fabrício da Silva, obteve 1674 votos do eleitorado, concorrendo contra Álvaro Soares de Melo, José Régis da Silva, José Cícero, e José Teixeira de Araújo.

Ainda em seu governo a unidade da Fundação Serviço Especial de Saúde Pública – FSESP foi inaugurada na cidade em 1978. No dia 11 de julho de 1981, o ministro Waldir Arcoverde, da Saúde, ao lado do governador Marco Maciel, inaugurou o serviço de abastecimento d´água que passou a beneficiar toda a cidade.

Na mesma ocasião, foi inaugurado o sistema telefônico da cidade com a presença dos dirigentes da TELPE. A primeira ligação foi feita pelo deputado Nilson Gibson para sua mãe, dona Lourdes Gibson, no Recife. A segunda, do governador para Sra. Tereza Schertz, filha de Albérico Batista, no estado do Illinois, Estados Unidos.

Outra grande obra foi a pavimentação asfáltica da PE-63. A rodovia foi inaugurada em janeiro de 1982, com a presença do governador Marco Maciel e de diversas autoridades da capital e pessoas da comunidade.

Albérico Batista postulou a cadeira de prefeito pela terceira vez eleito no dia 13 de outubro de 1988, filiado ao PSB, tendo com o vice-prefeito Adailton Antônio de Oliveira.  

Enfrentando muitas dificuldades, principalmente de ordem financeira, em decorrência da frustrada reforma tributária que não havia saído do papel, ele procurou trabalhar administrando problemas da área social em atendimento à população carente.

Eram muitas as reivindicações e, diariamente, seu gabinete vivia repleto de pessoas em busca de todo tipo de ajuda: material escolar, roupa, remédio, passagens, alimentação, emprego. Na medida do possível, ninguém saia de mãos vazias.

Sempre defendeu a tese de desapropriação de terras no entorno da cidade para a ampliação da própria cidade e execução de projetos que viessem a beneficiar as famílias de baixa renda.

Com pouco dinheiro da própria prefeitura iniciou a construção de um dos maiores hospitais do interior, para acabar com o transporte de pessoas doentes a outras localidades, o hospital recebeu o nome de Alice Batista numa homenagem à genitora do prefeito. Conseguiu também reativar a maternidade Dr. Jorge Coelho da Silveira e construir e inaugurar um novo matadouro da cidade.

Ainda em seu governo, foram implantados 2.500 m de calçamento na cidade além de bueiros em estradadas vicinais.

Segundo o historiador Roberto Gladison, “na qualidade de gestor municipal em três legislaturas, realizou importantes conquistas para o município nas áreas da educação, saúde e meio ambiente. Procurou conduzir o município rumo ao desenvolvimento sustentável, sendo responsável por obras estruturadoras como estradas, saneamento, comunicação e construção do hospital municipal. Sua trajetória política foi marcada pela ética e solidariedade, destacando-se como um líder de propostas sólidas com pé no chão e visão de futuro”.

Albérico Batista faleceu no dia 01 de abril de 2001, deixando a esposa Terezinha de Vasconcelos Alves e filhos.

Com informações do Blog Amaraji do Baronato ao ano 2000.

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